Meu quarto ficou velho, triste e solitário.
As cobertas ficam jogadas,
a cama sempre desarrumada, assim como os sapatos e os chinelos...
Durmo tarde e pouco.
A insônia me persegue
acompanhada de lembranças
que feriram minha alma.
Passo a mão pelo corpo esquelético.
Conto as costelas que são visíveis,
lembram-me grades da minha prisão espiritual...
Até quando esta tortura?
Mesmo que tentem, que me incentivem,
que me apóiem, que me dêem amor e carinho,
minha alma é só tortura,
parecendo não ter cura...
Vou indo pelos cantos do quarto e da vida.
Desarrumado, vou indo pela vida.
Meio aloucado e agitado interiormente.
Tudo está confuso, nem mesmo as janelas são abertas.
Tenho pavor do mundo e das perseguições dos
fantasmas imaginários...
Até quando esta tortura?
Pelo espelho pequeno e velho,
encaro-me e sinto tristeza.
Envelheci precocemente ou envelheceram
meu espírito?
São muitos questionamentos e não encontro resposta...
Outro dia me falaram, escutei que estou ficando louco.
Meu passado(filho de ex-preso político, ativista social, comunista, subversivo) me compromete.
perdoa-lhes, pai, eles não sabem o que dizem...
Autor: Walter Teófilo Rocha Garrocho(Téo Garrocho). Barbacena(MG), 22/09/2010.
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