Conheci muita gente que costumavam dizer que era ladrão. Foram tantos que daria uma extensa lista.Quando trabalhei cemitério municipal de Teófilo Otoni,vez ou outra, a polícia vivia perseguindo ladrão no interior do famoso Laborum Meta.
Tinha um tal de "Pé de Anjo" que, diziam, era um mestre em furtar as viúvas que frequentavam o cemitério.O tal Pé de Anjo não usava de violência e só furtava as viúvas ricas. Pé de Anjo tinha este apelido porque só assaltava com pés descalços para não fazer barulho. Quando a polícia vinha investigar e observava as pegadas, não tinha dúvidas,tinha sido Pé de Anjo.
Outro ladrão muito conhecido foi Toninho "Bosteiro". Diziam que ele era violento e após roubar as pessoas, dava tiros para a vítima correr "cagando nas calças". Dai o apelido Toninho Bosteiro que morreu jovem e assassinado.
No dia de finados tinha um tal "Beija Flor" que era um artista em vender flores furtadas dos jazigos. Ele ficava observando as pessoas colocando belas flores nos jazigos e quando iam embora, aparecia o tal Beija Flor e catava as flores para revender na entrada do cemitério a preço de banana. Sua prática ilícita não durou muito, tendo em vista que outros "Beija Flores" surgiram e gerou discórdia no meio maléfico. Assim todos foram descobertos e presos.
Esse negócio de furto e roubo é bem antigo. Tem um amigo meu que disse ter existido um prefeito pelas bandas do Vale do Mucuri que roubava demais. Quando o tal prefeito era questionado sobre suas supostas ações ilícitas, grande parte do povo repetia em coro nas praças públicas uma citação máxima que encarna a corrupção: " Fulano,o prefeito, rouba, mas faz". Ladrão é mesmo coisa antiga e exemplo nós temos quando dois foram crucificados junto com Jesus Cristo.
Estou escrevendo este texto para lembrar ao povo brasileiro que tanto aplaudiu a novela Avenida Brasil, que está acontecendo em Brasília o julgamento do famoso mensalão. É preciso que todos nós amantes de uma postura honesta e transparente em nossa pátria, torçamos para que todos aqueles que usaram da prática de atos ilícitos na administração pública sejam condenados e cumpram suas penas nos presídios que afinal não foram feitos só para os Toninhos Bosteiros, Beija Flores e Pés de Anjos da vida.
Autor: Walter Teófilo Rocha Garrocho(Téo Garrocho)- Texto dedicado á minha amiga Maria do Carmo Ferreira da Silva (Cacá), Ex Prefeita de Araçuaí-MG.Texto escrito em Barbacena,em 22/10/2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
LEMBRANÇAS DE LORA,A PROSTITUTA POLITIZADA DE TEÓFILO OTONI
Conheci, nos meus tempos de juventude, uma prostituta chamada Lora. Confesso que muitas vezes dormi com Lora que além de ser uma bela mulher com um corpo exuberante, tinha uma conversa agradável e me encantava com suas lembranças de quando era mais jovem no seu Vale do Mucuri. Eu devia ter uns 18 anos. Lora já era mulher de quarenta, cabelos longos, sorriso cativante e mente politizada. Meus amigos até questionavam minha tendência em sempre estar ao lado de Lora, a prostituta politizada.
A minha vida, aliás, a vida da minha família foi marcada por situações que os mais antigos de Teófilo Otoni conhecem. Já "comemos o pão que o diabo amassou", mas, estamos ainda vivos apesar das cicatrizes e feridas que ainda brotam vez ou outra. Lora dizia sempre para mim: "as estrelas brilham Téo. Enquanto elas brilharem haverá esperança na vida".
Lora teve apenas um filho que foi assassinado com vários tiros. Ele tinha apenas 16 anos. Ela sempre guardava nos olhos lacrimejantes o semblante do filho no caixão. No enterro, ela usou um vestido preto com bolinhas amarelas e chorou sozinha, assim como muitas mulheres que ainda sofrem discriminadas nesta imensa pátria de desigualdades sociais.
Assim, convivi muito tempo com Lora. Aprendi muito, muito mesmo e tenho certeza que você que lê este texto deve estar questionando onde quero chegar. Sim, quero chegar até você para falar de amor quando lembro de uma pessoa tão desprezada pela sociedade conservadora e tinha o dom de amar, de cativar a todos com seu sorriso, ainda que com alma triste.
Ainda que vivesse na prostituição, Lora era humana, tinha sentimentos, acreditava no ser humano quando falava de esperança na vida no brilho das estrelas. Ao relembrar de pessoas humildes, a exemplo de Lora, a prostituta, chego á conclusão que a essência da vida não consiste viver no mundo da prepotência, do ego vaidoso, na discriminação.
A essência da vida pode e deve estar no engraxate da esquina, no vendedor de pipocas, na faxineira que limpa nossas casas, no trabalhador assalariado, no professor mal remunerado, no motorista de taxi ou no radialista dos humildes que pode ser meu bom amigo Élbio Pechir tocando sua música preferida nas manhãs bonitas de Teófilo Otoni.
Autor: Walter Teófilo Rocha Garrocho(Téo Garrocho)- Texto dedicado ao meu bom amigo professor Wilson Colares, membro da Academia de Letras de Teófilo Otoni-MG.
A minha vida, aliás, a vida da minha família foi marcada por situações que os mais antigos de Teófilo Otoni conhecem. Já "comemos o pão que o diabo amassou", mas, estamos ainda vivos apesar das cicatrizes e feridas que ainda brotam vez ou outra. Lora dizia sempre para mim: "as estrelas brilham Téo. Enquanto elas brilharem haverá esperança na vida".
Lora teve apenas um filho que foi assassinado com vários tiros. Ele tinha apenas 16 anos. Ela sempre guardava nos olhos lacrimejantes o semblante do filho no caixão. No enterro, ela usou um vestido preto com bolinhas amarelas e chorou sozinha, assim como muitas mulheres que ainda sofrem discriminadas nesta imensa pátria de desigualdades sociais.
Assim, convivi muito tempo com Lora. Aprendi muito, muito mesmo e tenho certeza que você que lê este texto deve estar questionando onde quero chegar. Sim, quero chegar até você para falar de amor quando lembro de uma pessoa tão desprezada pela sociedade conservadora e tinha o dom de amar, de cativar a todos com seu sorriso, ainda que com alma triste.
Ainda que vivesse na prostituição, Lora era humana, tinha sentimentos, acreditava no ser humano quando falava de esperança na vida no brilho das estrelas. Ao relembrar de pessoas humildes, a exemplo de Lora, a prostituta, chego á conclusão que a essência da vida não consiste viver no mundo da prepotência, do ego vaidoso, na discriminação.
A essência da vida pode e deve estar no engraxate da esquina, no vendedor de pipocas, na faxineira que limpa nossas casas, no trabalhador assalariado, no professor mal remunerado, no motorista de taxi ou no radialista dos humildes que pode ser meu bom amigo Élbio Pechir tocando sua música preferida nas manhãs bonitas de Teófilo Otoni.
Autor: Walter Teófilo Rocha Garrocho(Téo Garrocho)- Texto dedicado ao meu bom amigo professor Wilson Colares, membro da Academia de Letras de Teófilo Otoni-MG.
O VELHO TÉO GARROCHO DE TEÓFILO OTONI
O dia hoje está ensolarado. Muito quente, muito calor. Lembra quando morei em Araçuaí no Vale do Jequitinhonha. Com este calor, resolvo chamar meus filhos para uma visita ao clube do Sindicato dos Tecelões aqui em Barbacena. Resolvi tomar um banho de piscina, jogar uma pelada e gastar conversa a toa.
Tenho andado um pouco cansado. Além do meu trabalho noturno que começa ás 7 da noite e termina ás 7 da manhã, ou seja, 12 horas de trabalho, resolvi fazer uma pequena horta caseira e um espaço para criar algumas galinhas caipiras.
Penso que preciso tirar férias. Meu patrão, um coronel da Aeronáutica, prometeu que em dezembro vai me liberar. Assim poderei distrair um pouco, visitar minha terra natal, rever meus pais, irmãos e velhos amigos que jamais esqueci em Teófilo Otoni.Pretendo andar descalço, bermuda e chinelo de dedo, tomar uma Mate Cola, comer um "fofa Cú" e visitar o mercado municipal onde tenho bons amigos.
Estou fazendo um pequeno galinheiro. Estou terminando o "puleiro". A minha mulher acha que o pau do puleiro está muito fino. Segundo ela, quando a galinha engorda, o pau pode não aguentar. Vou pensar no assunto.
Voltando ao clube, estive gastando conversa com um e com outro. Encontrei com Godofredo, um "pião" amigo de fábrica. Entre um aperto de mão, ele me diz que foi candidato a vereador. Godofredo não foi eleito e disse com ar de revolta que "foi traido". Interessante que todos que perdem eleições falam na palavra traição. Deve ser coisa antiga, pois o evangelho fala que Jesus Cristo também foi traido. Eu disse a Godofredo que continuasse sua luta. Dias melhores viriam, com certeza. Ele agradeceu e notei que ficou mais alegre e motivado.
Ainda no clube, bati uma bolinha com meus filhos Charles e Gustavo. Lembro que passou um jovem e disse que eu tinha um bom toque de bola. Fiquei lisonjeado e tentei mostrar mais habilidade com a pelota e desisti quando passou outro jovem e disse: "Esse velho já foi bom nisso, mas tudo acaba um dia".
Larguei a pelota e fui dar um mergulho para refrescar a memória. Fiquei só ali no raso da piscina. Tenho sentido dores nas pernas e tenho medo de morrer afogado. Fico admirando meus filhos que tiram chupetas e dão "salto mortal" no fundo da piscina. Eles, percebendo minha solidão, chamam-me e respondo que não sei nadar. Tudo mentira, tudo acaba um dia. Penso que chegou o momento certo para cuidar da horta e criar galinhas caipiras. "Tudo na vida tem um tempo", é verdade...
Autor: Walter Teófilo Rocha Garrocho(Téo Garrocho), texto dedicado aos meus filhos Thiago, Charles e Gustavo, meus amigos e incentivadores na vida. Barbacena, em 9/10/2012.
Tenho andado um pouco cansado. Além do meu trabalho noturno que começa ás 7 da noite e termina ás 7 da manhã, ou seja, 12 horas de trabalho, resolvi fazer uma pequena horta caseira e um espaço para criar algumas galinhas caipiras.
Penso que preciso tirar férias. Meu patrão, um coronel da Aeronáutica, prometeu que em dezembro vai me liberar. Assim poderei distrair um pouco, visitar minha terra natal, rever meus pais, irmãos e velhos amigos que jamais esqueci em Teófilo Otoni.Pretendo andar descalço, bermuda e chinelo de dedo, tomar uma Mate Cola, comer um "fofa Cú" e visitar o mercado municipal onde tenho bons amigos.
Estou fazendo um pequeno galinheiro. Estou terminando o "puleiro". A minha mulher acha que o pau do puleiro está muito fino. Segundo ela, quando a galinha engorda, o pau pode não aguentar. Vou pensar no assunto.
Voltando ao clube, estive gastando conversa com um e com outro. Encontrei com Godofredo, um "pião" amigo de fábrica. Entre um aperto de mão, ele me diz que foi candidato a vereador. Godofredo não foi eleito e disse com ar de revolta que "foi traido". Interessante que todos que perdem eleições falam na palavra traição. Deve ser coisa antiga, pois o evangelho fala que Jesus Cristo também foi traido. Eu disse a Godofredo que continuasse sua luta. Dias melhores viriam, com certeza. Ele agradeceu e notei que ficou mais alegre e motivado.
Ainda no clube, bati uma bolinha com meus filhos Charles e Gustavo. Lembro que passou um jovem e disse que eu tinha um bom toque de bola. Fiquei lisonjeado e tentei mostrar mais habilidade com a pelota e desisti quando passou outro jovem e disse: "Esse velho já foi bom nisso, mas tudo acaba um dia".
Larguei a pelota e fui dar um mergulho para refrescar a memória. Fiquei só ali no raso da piscina. Tenho sentido dores nas pernas e tenho medo de morrer afogado. Fico admirando meus filhos que tiram chupetas e dão "salto mortal" no fundo da piscina. Eles, percebendo minha solidão, chamam-me e respondo que não sei nadar. Tudo mentira, tudo acaba um dia. Penso que chegou o momento certo para cuidar da horta e criar galinhas caipiras. "Tudo na vida tem um tempo", é verdade...
Autor: Walter Teófilo Rocha Garrocho(Téo Garrocho), texto dedicado aos meus filhos Thiago, Charles e Gustavo, meus amigos e incentivadores na vida. Barbacena, em 9/10/2012.
OLHA A MACONHA SEM BOSTA DE BOI
Zé Cabeludo era um boa praça que morava nas imediações do Corredor Gazinelli em Teófilo Otoni. Quando eu era rapazinho e visitava minha tia Julinha que morava na Vila São João perto da igreja de santo Antonio, eu costumava passar pelo Corredor Gazinelli para "cortar caminho" e chegar mais rápido.
Tem coisas que não entendo ou então sou esquisito mesmo. Como pode a igreja ser Santo Antonio e o bairro ser Vila São João? Pois ficou assim mesmo. Já minha tia Julinha era devota de São Geraldo e por sinal teve um filho muito inteligente, meu primo advogado Geraldo Magela Farias Garrocho.
Mas, voltando ao início do texto, conheci Zé Cabeludo quando eu cortava caminho pelo Corredor Gazzinelli. Só de avistar Zé cabeludo, dava um arrepio de medo. Diziam que ele era maconheiro " dos brabo" e naquela época, década de 70, maconha era coisa de filhinho de papai, play boy. Pobre só ficava alegre ou relaxava quando bebia cachaça.
De tanto o povo falar e caluniar Zé Cabeludo "maconheiro dos brabo", fez com que uma dupla de detetives muito famosa pelos cacetes que davam no povo ( principalmente os mais pobres) em época de ditadura, prender Zé Cabeludo para possíveis investigações sobre os rumores de que ele dava umas baforadas no "cigarrinho do capeta".
Dizem os mais antigos que Zé Cabeludo não ficou preso nem uma hora. Nem um tapa tomou da dupla torturadora. Diziam que Zé Cabeludo era muito amigo de um fazendeiro ali próximo. O fazendeiro tinha o costume de hospedar em sua fazenda um conhecido deputado federal e assim você já percebeu que Zé Cabeludo tinha "costa quente".
Aquele saco com substância esverdeada encontrada no quintal de Zé Cabeludo não passava de bosta de boi e não maconha como queriam as más línguas e a dupla de detetives. Zé Cabeludo continuou por muito tempo adubando o quintal de muito filhinho de papai com sua famosa bosta de boi.
Autor: Walter Teófilo Rocha Garrocho- Texto dedicado a Jorginho "maravilha", meu bom amigo de serenatas na década de 70 em Teófilo Otoni-MG. Em 09/10/2012
Tem coisas que não entendo ou então sou esquisito mesmo. Como pode a igreja ser Santo Antonio e o bairro ser Vila São João? Pois ficou assim mesmo. Já minha tia Julinha era devota de São Geraldo e por sinal teve um filho muito inteligente, meu primo advogado Geraldo Magela Farias Garrocho.
Mas, voltando ao início do texto, conheci Zé Cabeludo quando eu cortava caminho pelo Corredor Gazzinelli. Só de avistar Zé cabeludo, dava um arrepio de medo. Diziam que ele era maconheiro " dos brabo" e naquela época, década de 70, maconha era coisa de filhinho de papai, play boy. Pobre só ficava alegre ou relaxava quando bebia cachaça.
De tanto o povo falar e caluniar Zé Cabeludo "maconheiro dos brabo", fez com que uma dupla de detetives muito famosa pelos cacetes que davam no povo ( principalmente os mais pobres) em época de ditadura, prender Zé Cabeludo para possíveis investigações sobre os rumores de que ele dava umas baforadas no "cigarrinho do capeta".
Dizem os mais antigos que Zé Cabeludo não ficou preso nem uma hora. Nem um tapa tomou da dupla torturadora. Diziam que Zé Cabeludo era muito amigo de um fazendeiro ali próximo. O fazendeiro tinha o costume de hospedar em sua fazenda um conhecido deputado federal e assim você já percebeu que Zé Cabeludo tinha "costa quente".
Aquele saco com substância esverdeada encontrada no quintal de Zé Cabeludo não passava de bosta de boi e não maconha como queriam as más línguas e a dupla de detetives. Zé Cabeludo continuou por muito tempo adubando o quintal de muito filhinho de papai com sua famosa bosta de boi.
Autor: Walter Teófilo Rocha Garrocho- Texto dedicado a Jorginho "maravilha", meu bom amigo de serenatas na década de 70 em Teófilo Otoni-MG. Em 09/10/2012
UM PINICO DE VOTOS EM TEÓFILO OTONI
Bem que tentei ajudar. Fiz cartinhas, escrevi textos no Blog, enviei santinhos, contatei antigos amigos e companheiros. etc.etc. Mas, como sempre diz meu bom amigo Pedro Caramujo, "a politica é complicada". Minha esposa diz sempre que meu pai é um homem justo, caridoso, tem passado e história, mas, ela acha que ele com seus 82 anos de vida, já não tem o mesmo vigor de outrora para encarar uma campanha politica. É provável que ela tenha razão. A idade pode ter interferido nos parcos votos que ele recebeu na urna eletrônica. Meu pai é do tempo da chapinha, alguém ai lembra?
Ontem, Pedro Caramujo veio visitar-me. Fomos trocar um dedinho de prosa embaixo de um pé de goiaba que tenho no meu quintal e onde fiz um banquinho para receber os bons amigos. Sempre gostei do jeito de expressar do Pedro Caramujo, ele me lembra um primo inteligente que tenho em Teófilo Otoni, um ícone da cultura que se chama Ernani de Oliveira. Eu e o Caramujo gostamos de tomar vinho. Após duas taças, eu e Pedro Caramujo começamos a sorrir das coisas do mundo terrestre. Coisas da terceira idade que alguns ou a maioria chama de caduco.
Falei sobre o resultado das urnas em Teófilo Otoni e o fraco desempenho do meu pai Tim Garrocho que teve apenas 129 votos. Isto mesmo. Sinceramente eu esperava mais um "tiquinho" para não passar vergonha, clamava minha alma interior. Não deu e quer saber de uma coisa: "Mais tem Deus para dar que o diabo para levar".
Após a segunda taça de vinho, meu amigo Pedro Caramujo esboça um sorriso de fazer inveja a muito garotão, abraçou-me e disse: "Olha velho Téo, com todo respeito, mas, seu pai não teve voto para encher um pinico".
Se fosse no tempo dos meus arroubos da juventude, eu teria partido para cima do Pedro Caramujo e soltava os cachorros. Preferi, com meus quase sessenta anos, lembrar de uma citação que diz: "Os sábios se calam", ainda que doa ouvir que meu pai teve um pinico de votos.
Desistir jamais, a luta, aliás, A VIDA CONTINUA COMPANHEIROS!
Autor: Walter Teófilo Rocha Garrocho- Texto dedicado aos 129 companheiros que não esqueceram de Tim Garrocho nas eleições de Teófilo Otoni. Muito obrigado a todos. Barbacena, em 9/10/2012
Ontem, Pedro Caramujo veio visitar-me. Fomos trocar um dedinho de prosa embaixo de um pé de goiaba que tenho no meu quintal e onde fiz um banquinho para receber os bons amigos. Sempre gostei do jeito de expressar do Pedro Caramujo, ele me lembra um primo inteligente que tenho em Teófilo Otoni, um ícone da cultura que se chama Ernani de Oliveira. Eu e o Caramujo gostamos de tomar vinho. Após duas taças, eu e Pedro Caramujo começamos a sorrir das coisas do mundo terrestre. Coisas da terceira idade que alguns ou a maioria chama de caduco.
Falei sobre o resultado das urnas em Teófilo Otoni e o fraco desempenho do meu pai Tim Garrocho que teve apenas 129 votos. Isto mesmo. Sinceramente eu esperava mais um "tiquinho" para não passar vergonha, clamava minha alma interior. Não deu e quer saber de uma coisa: "Mais tem Deus para dar que o diabo para levar".
Após a segunda taça de vinho, meu amigo Pedro Caramujo esboça um sorriso de fazer inveja a muito garotão, abraçou-me e disse: "Olha velho Téo, com todo respeito, mas, seu pai não teve voto para encher um pinico".
Se fosse no tempo dos meus arroubos da juventude, eu teria partido para cima do Pedro Caramujo e soltava os cachorros. Preferi, com meus quase sessenta anos, lembrar de uma citação que diz: "Os sábios se calam", ainda que doa ouvir que meu pai teve um pinico de votos.
Desistir jamais, a luta, aliás, A VIDA CONTINUA COMPANHEIROS!
Autor: Walter Teófilo Rocha Garrocho- Texto dedicado aos 129 companheiros que não esqueceram de Tim Garrocho nas eleições de Teófilo Otoni. Muito obrigado a todos. Barbacena, em 9/10/2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
CARTA A TIM GARROCHO, CANDIDATO A VEREADOR EM TEÓFILO OTONI 2012
Meu pai, que o justo Deus, arquiteto do universo, ilumine sempre seus caminhos. Desejo de coração que nossa mãe Laura tenha melhorado seu estado de saúde e também desejo que nossos irmãos e amigos estejam em paz.
Aqui em Barbacena, tudo em paz conosco. Minhas férias de trabalho seriam em setembro,mas, foram adiadas para o final do ano. Sonhei e até fiz planos para estar junto com o senhor na sua humilde campanha para vereador em Teófilo Otoni.
Sabe meu pai, a vida do senhor é verdadeiramente um extenso currículo. Penso que qualquer câmara municipal do Brasil, gostaria de ter um vereador chamado Tim Garrocho. Gostei daquela matéria que o jornal Estado de Minas citou seu nome como "um exemplo de vida". Lembra? aquela matéria que relatou as torturas que o senhor e outros companheiros sofreram nos porões da ditadura militar. Fiquei feliz quando citaram que o senhor é um exemplo de vida em Teófilo Otoni e ao mesmo tempo fiquei triste quando o senhor disse que "vomitou sangue quando tomou muitos socos e pontapés de um certo torturador da ditadura militar".
Meu pai, o tempo passa e fico me questionando até hoje o porque de tanta injustiça que já fizeram com o senhor. Prefiro deixar fluir em meus pensamentos aquelas frases que o senhor sempre disse para nós seus filhos e seus milhares de amigos em Teófilo Otoni: "Deus sabe o que faz", "Amanhã será um novo dia", "O senhor é o nosso pastor e nada nos faltará".
É verdade meu pai, Deus e seu filho amado Jesus Cristo tem sido um bálsamo para todos nós. São tantas as feridas e cicatrizes em nós, que o bálsamo Jesus Cristo vai precisar estar sempre ao nosso lado e nós fielmente estaremos sempre, sempre dando glória a ele.
Neste momento estou no trabalho. São 3 horas da madrugada. Entrei ás 7 horas da noite e vou para casa ás 7 horas da manhã. São 12 horas de trabalho nas madrugadas frias de Barbacena e ainda assim, cansado, tirei um tempinho para falar com Deus que nós te amamos muito meu pai.
Se tudo der certo, se for da vontade de Deus e do bom povo de Teófilo Otoni, espero estar presente na sua posse como vereador eleito em Teófilo Otoni. Perdoa se eu chorar...será de alegria e agradecimento a Deus e ao povo da nossa querida terra natal que tanta saudade trás á minha humilde vida de trabalhador.
Autor: Walter Teófilo Rocha Garrocho(Téo Garrocho)- Texto dedicado ao meu pai Tim Garrocho, candidato a vereador em 2012 em Teófilo Otoni, PTB- Número 14.345. Dedico este texto também a uma pessoa que me ensinou que: " As estrelas brilham e enquanto elas brilharem, haverá esperança na vida".
Aqui em Barbacena, tudo em paz conosco. Minhas férias de trabalho seriam em setembro,mas, foram adiadas para o final do ano. Sonhei e até fiz planos para estar junto com o senhor na sua humilde campanha para vereador em Teófilo Otoni.
Sabe meu pai, a vida do senhor é verdadeiramente um extenso currículo. Penso que qualquer câmara municipal do Brasil, gostaria de ter um vereador chamado Tim Garrocho. Gostei daquela matéria que o jornal Estado de Minas citou seu nome como "um exemplo de vida". Lembra? aquela matéria que relatou as torturas que o senhor e outros companheiros sofreram nos porões da ditadura militar. Fiquei feliz quando citaram que o senhor é um exemplo de vida em Teófilo Otoni e ao mesmo tempo fiquei triste quando o senhor disse que "vomitou sangue quando tomou muitos socos e pontapés de um certo torturador da ditadura militar".
Meu pai, o tempo passa e fico me questionando até hoje o porque de tanta injustiça que já fizeram com o senhor. Prefiro deixar fluir em meus pensamentos aquelas frases que o senhor sempre disse para nós seus filhos e seus milhares de amigos em Teófilo Otoni: "Deus sabe o que faz", "Amanhã será um novo dia", "O senhor é o nosso pastor e nada nos faltará".
É verdade meu pai, Deus e seu filho amado Jesus Cristo tem sido um bálsamo para todos nós. São tantas as feridas e cicatrizes em nós, que o bálsamo Jesus Cristo vai precisar estar sempre ao nosso lado e nós fielmente estaremos sempre, sempre dando glória a ele.
Neste momento estou no trabalho. São 3 horas da madrugada. Entrei ás 7 horas da noite e vou para casa ás 7 horas da manhã. São 12 horas de trabalho nas madrugadas frias de Barbacena e ainda assim, cansado, tirei um tempinho para falar com Deus que nós te amamos muito meu pai.
Se tudo der certo, se for da vontade de Deus e do bom povo de Teófilo Otoni, espero estar presente na sua posse como vereador eleito em Teófilo Otoni. Perdoa se eu chorar...será de alegria e agradecimento a Deus e ao povo da nossa querida terra natal que tanta saudade trás á minha humilde vida de trabalhador.
Autor: Walter Teófilo Rocha Garrocho(Téo Garrocho)- Texto dedicado ao meu pai Tim Garrocho, candidato a vereador em 2012 em Teófilo Otoni, PTB- Número 14.345. Dedico este texto também a uma pessoa que me ensinou que: " As estrelas brilham e enquanto elas brilharem, haverá esperança na vida".
terça-feira, 4 de setembro de 2012
TIM GARROCHO PARA VEREADOR EM 2012 EM TEÓFILO OTONI
Tim Garrocho, meu pai, sempre teve vida pública ativa. Aos 24 anos de idade, já era vereador em Teófilo Otoni e muito ligado aos ferroviários da antiga estrada de ferro Bahia-Minas. Meu pai havia trabalhado ali. Foi o vereador mais votado da região e um dos mais novos do Brasil. Ele foi eleito com mais de 900 votos, numa época (1954) em que o eleitorado de Teófilo Otoni era bem pequeno. Tim Garrocho sempre foi um político polêmico, mas justo e honesto. Estas não são palavras minhas, mas de uma legião de amigos e admiradores do meu pai.
Até mesmo seus adversários mais ferrenhos reconheciam a honestidade de Tim Garrocho e a sua luta em prol dos mais humildes e pobres da região de Teófilo Otoni, do Vale dos Mucuri, Vale do Jequitinhonha e São Mateus. Já nesta época o sentimento de solidariedade estava enraizado na mente do meu pai, que era incansável na luta contra todo tipo de opressão ao povo humilde.
Em 1958, foi novamente eleito vereador com expressiva votação de 863 votos pelo povo de Teófilo Otoni e cumpriu dois mandatos àquela época sem remuneração. Em 1964, sua carreira política, assim como a de muitos brasileiros comprometidos com justiça social, foi interrompida pela ditadura militar.
Só mais tarde, em 1982, voltou á câmara de vereadores eleito com 738 votos, sendo o terceiro mais votado dos eleitos.
As lutas sociais de Tim Garrocho, em favor dos mais humildes, foram ficando notórias em toda região e de diversos lugares, como zona rural e cidades vizinhas, começavam a chegar pessoas e famílias para tentar uma vida melhor em Teófilo Otoni. Muitos procuravam meu pai que, de alguma forma, os ajudava. Eu sempre observava que meu pai ajudava e nunca pedia retorno político das caridades que praticava .Muitas vezes escutei meu pai dizer às pessoas que ajudava: "Deus ensina ser justo". Dizia também que, como político, não precisavam votar nele. Desde criança, vi muitas pessoas entrando no nosso velho casarão em prantos e saindo com alegria no rosto. Meu pai sempre nos ensinava um provérbio da Bíblia que diz: "Nunca diga ao seu próximo: vai e volta amanhã, se o tens agora contigo".
Em 1962, tentou ser prefeito de Teófilo Otoni. Não conseguiu o apoio de dirigentes do seu partido. Alegavam que ele era muito jovem e tinham receio das suas idéias socialistas. O conservadorismo em Teófilo Otoni "sempre prevaleceu sobre novas lideranças". Não o apoiaram no registro de sua candidatura, já consagrada perante a opinião pública.
Tim Garrocho, diz o povo, sempre foi bom orador. Sempre, Tim teve o dom da palavra e oratória. Quando começava seu discurso, o povo era só atenção e fé nas palavras daquele pequeno homem de uma coragem insondável. Sempre foi um predestinado dos mais pobres e humildes de Teófilo Otoni. Certa vez, ele resumiu seu porte físico com uma frase: "O que Deus não me deu em tamanho físico, ele me deu em coragem". E, foi com esta coragem, propiciada por um espírito supremo, que muitas coisas aconteceram em Teófilo Otoni com sua participação na linha de frente. Foi através de atos de bravura do meu pai Tim Garrocho e outros aguerridos companheiros que muitas coisas melhoraram em Teófilo otoni e uma delas foi a instalação da CEMIG na cidade.
Meu pai costumava dizer que "nunca se dobrou aos poderosos, nunca foi servil e nunca bajulou homem nenhum". Dizia sempre, mesmo tendo idéias socialistas, "temer somente a Deus". Sua vida e seus atos, até mesmos imprudentes pelos arroubos da juventude, foram pautados na honestidade e transparência pública. Sempre assumiu seus atos e nunca entregou seus companheiros.. Até mesmos os socos e pontapés que o fizeram vomitar sangue dados pelo seu torturador, hoje Coronel reformado da policia militar de Minas Gerais, TORTURADOR KLINGER SOBREIRA DE ALMEIDA, não fizeram com que ele entregasse seus companheiros de lutas sociais. Meu sempre dizia e diz que tinha e tem nojo de torturadores e homens bajuladores. Ele sempre nos ensinou que " Deus não procurará em nós os diplomas e graus, Deus procurará em nós as cicatrizes e cicatrizes nós temos muitas".
Tim Garrocho sempre disse que, " em mais de cinquenta anos de vida pública, nunca levei um tijolo ou uma telha da Prefeitura Municipal de Teófilo Otoni para minha casa". E, uma certa vez, um ex. prefeito de Teófilo Otoni (Wander Lister) quis fazer um calçamento numa pequena entrada e subida até nosso velho casarão. Meu pai não aceitou. Disse ao prefeito que "não era justo".
Uma certa vez, eu precisei de dois caminhões de terra para aterrar um buraco para piso em minha casa, e quando o caminhão da prefeitura trouxe a terra a pedido do ex. prefeito Édson Soares (meu amigo), meu pai mandou o caminhão voltar e não deixou subir até nosso velho casarão. Ele disse ao motorista que avisasse ao prefeito que não era justo um carro da Prefeitura Municipal prestar favores a particulares, mesmo sendo eu seu filho. No único mandato de vereador que recebeu salário, ali mesmo na porta da câmara ele entregava e ajudava os mais pobres. Muitas vezes escutei minha mãe Laura perguntado a meu pai se ele "comprou o pão" e ele dizia que "o pão já tinha sido doado aos mais humildes". Meu pai não construiu um império de riquezas materiais. Se quisesse, teria conseguido, como muitos políticos corruptos conseguiram e, infelizmente ainda conseguem nesta sofrida pátria brasileira de desigualdades sociais imensas. Meu pai, Tim Garrocho sempre teve e tem plena consciência de que seu mundo é o mundo da transparência, das liberdades individuais, da justiça social e da fraternidade. Sempre Tim Garrocho acreditou: "O homem não morre, deixa raízes". Este é TIM GARROCHO, para " NOSSA ALEGRIA".
Autor: Walter Teófilo Rocha Garrocho- Texto dedicado ao melhor povo do mundo, o povo de Teófilo Otoni, nossa terra natal. Escrito em Barbacena, em 04/09/2012
Até mesmo seus adversários mais ferrenhos reconheciam a honestidade de Tim Garrocho e a sua luta em prol dos mais humildes e pobres da região de Teófilo Otoni, do Vale dos Mucuri, Vale do Jequitinhonha e São Mateus. Já nesta época o sentimento de solidariedade estava enraizado na mente do meu pai, que era incansável na luta contra todo tipo de opressão ao povo humilde.
Em 1958, foi novamente eleito vereador com expressiva votação de 863 votos pelo povo de Teófilo Otoni e cumpriu dois mandatos àquela época sem remuneração. Em 1964, sua carreira política, assim como a de muitos brasileiros comprometidos com justiça social, foi interrompida pela ditadura militar.
Só mais tarde, em 1982, voltou á câmara de vereadores eleito com 738 votos, sendo o terceiro mais votado dos eleitos.
As lutas sociais de Tim Garrocho, em favor dos mais humildes, foram ficando notórias em toda região e de diversos lugares, como zona rural e cidades vizinhas, começavam a chegar pessoas e famílias para tentar uma vida melhor em Teófilo Otoni. Muitos procuravam meu pai que, de alguma forma, os ajudava. Eu sempre observava que meu pai ajudava e nunca pedia retorno político das caridades que praticava .Muitas vezes escutei meu pai dizer às pessoas que ajudava: "Deus ensina ser justo". Dizia também que, como político, não precisavam votar nele. Desde criança, vi muitas pessoas entrando no nosso velho casarão em prantos e saindo com alegria no rosto. Meu pai sempre nos ensinava um provérbio da Bíblia que diz: "Nunca diga ao seu próximo: vai e volta amanhã, se o tens agora contigo".
Em 1962, tentou ser prefeito de Teófilo Otoni. Não conseguiu o apoio de dirigentes do seu partido. Alegavam que ele era muito jovem e tinham receio das suas idéias socialistas. O conservadorismo em Teófilo Otoni "sempre prevaleceu sobre novas lideranças". Não o apoiaram no registro de sua candidatura, já consagrada perante a opinião pública.
Tim Garrocho, diz o povo, sempre foi bom orador. Sempre, Tim teve o dom da palavra e oratória. Quando começava seu discurso, o povo era só atenção e fé nas palavras daquele pequeno homem de uma coragem insondável. Sempre foi um predestinado dos mais pobres e humildes de Teófilo Otoni. Certa vez, ele resumiu seu porte físico com uma frase: "O que Deus não me deu em tamanho físico, ele me deu em coragem". E, foi com esta coragem, propiciada por um espírito supremo, que muitas coisas aconteceram em Teófilo Otoni com sua participação na linha de frente. Foi através de atos de bravura do meu pai Tim Garrocho e outros aguerridos companheiros que muitas coisas melhoraram em Teófilo otoni e uma delas foi a instalação da CEMIG na cidade.
Meu pai costumava dizer que "nunca se dobrou aos poderosos, nunca foi servil e nunca bajulou homem nenhum". Dizia sempre, mesmo tendo idéias socialistas, "temer somente a Deus". Sua vida e seus atos, até mesmos imprudentes pelos arroubos da juventude, foram pautados na honestidade e transparência pública. Sempre assumiu seus atos e nunca entregou seus companheiros.. Até mesmos os socos e pontapés que o fizeram vomitar sangue dados pelo seu torturador, hoje Coronel reformado da policia militar de Minas Gerais, TORTURADOR KLINGER SOBREIRA DE ALMEIDA, não fizeram com que ele entregasse seus companheiros de lutas sociais. Meu sempre dizia e diz que tinha e tem nojo de torturadores e homens bajuladores. Ele sempre nos ensinou que " Deus não procurará em nós os diplomas e graus, Deus procurará em nós as cicatrizes e cicatrizes nós temos muitas".
Tim Garrocho sempre disse que, " em mais de cinquenta anos de vida pública, nunca levei um tijolo ou uma telha da Prefeitura Municipal de Teófilo Otoni para minha casa". E, uma certa vez, um ex. prefeito de Teófilo Otoni (Wander Lister) quis fazer um calçamento numa pequena entrada e subida até nosso velho casarão. Meu pai não aceitou. Disse ao prefeito que "não era justo".
Uma certa vez, eu precisei de dois caminhões de terra para aterrar um buraco para piso em minha casa, e quando o caminhão da prefeitura trouxe a terra a pedido do ex. prefeito Édson Soares (meu amigo), meu pai mandou o caminhão voltar e não deixou subir até nosso velho casarão. Ele disse ao motorista que avisasse ao prefeito que não era justo um carro da Prefeitura Municipal prestar favores a particulares, mesmo sendo eu seu filho. No único mandato de vereador que recebeu salário, ali mesmo na porta da câmara ele entregava e ajudava os mais pobres. Muitas vezes escutei minha mãe Laura perguntado a meu pai se ele "comprou o pão" e ele dizia que "o pão já tinha sido doado aos mais humildes". Meu pai não construiu um império de riquezas materiais. Se quisesse, teria conseguido, como muitos políticos corruptos conseguiram e, infelizmente ainda conseguem nesta sofrida pátria brasileira de desigualdades sociais imensas. Meu pai, Tim Garrocho sempre teve e tem plena consciência de que seu mundo é o mundo da transparência, das liberdades individuais, da justiça social e da fraternidade. Sempre Tim Garrocho acreditou: "O homem não morre, deixa raízes". Este é TIM GARROCHO, para " NOSSA ALEGRIA".
Autor: Walter Teófilo Rocha Garrocho- Texto dedicado ao melhor povo do mundo, o povo de Teófilo Otoni, nossa terra natal. Escrito em Barbacena, em 04/09/2012




